Confira as Tendências para 2019 em Cibersegurança

 Cibersegurança 2019

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Cibersegurança. A segurança contra ataques cibernéticos é relativamente nova. Por muitos anos, a segurança física era analógica. As equipes de TI pouco se preocupavam com as câmeras. No entanto, com a popularização do videomonitoramento digital, a situação mudou e exige novas adequações dos profissionais do mercado – como se observará mais intensamente este ano.
Recentemente governos de alguns países baniram determinados fabricantes de fornecer equipamentos, citando riscos de interferência estrangeira e de invasão virtual. Uma lei assinada pelo presidente dos Estados Unidos proíbe que qualquer funcionário do governo americano utilize dispositivos fabricados por algumas empresas chinesas, seja subsidiária ou afiliada. A Austrália, também, em grande parte excluiu empresas chinesas por preocupação com a segurança nacional. Recentemente, a Bloomberg anunciou que foram descobertos chips fabricados na China que poderiam ser utilizados para espiar empresas norte-americanas. Essa nova realidade vai exigir ainda mais que as equipes de TI estejam atualizadas sobre as potenciais vulnerabilidades dos equipamentos conectados à rede.
As tecnologias são aprimoradas constantemente, buscando trazer mais comodidade e segurança aos usuários no meio virtual. Porém, as ameaças digitais como phishing, Ransomware, malwares, spammers, estão cada vez mais inteligentes e se reinventando.

Com isso, os cibercriminosos utilizam informações privilegiadas não somente de usuários comuns na internet, mas, principalmente de empresas onde além de informações confidenciais da organização possui dados sensíveis em grande escala.

Desde 2017, alguns jornais como o Estadão, vem registrando um ataque constante e crescente em pequenas e médias organizações. Muitos acreditam que por sua empresa ser pequena e ter um rendimento consideravelmente baixo diante de grandes corporações não serão alvos dos ataques. Pesquisas feitas pelo Sebrae, apontam que empreendimentos e pequenas franquias já são 27% do PIB brasileiro e as principais geradoras de riqueza no comércio brasileiro, fazendo com que estes dados crescem diariamente.

Veja algumas tendências de cibersegurança

1. Todas as empresas devem implementar a lei da proteção de dados a partir de 2019
Após casos de invasão com grande repercussão como o da Netshoes, a Agência de Proteção de Dados (ANPD) junto do governo desenvolveram a Lei da Proteção de Dados. Esta lei exige que empresas reservem em seu orçamento capital para implementar sistemas de cibersegurança. Também podendo cobrar multas de até 50 mil reais, além de ser obrigatório assumir responsabilidade civil pelo vazamento de informações de seus clientes.

2. Grupos relacionados com terrorismo utilizaram a crimeware para atacar centros populacionais
A Cylance prevê que em 2019 haverá mais ataques terroristas destrutivos como o ataque de drones na Venezuela, que aconteceu no final de 2018. Esses ataques serão físicos e fundamentados em prejudicar indivíduos e organizações específicas, buscando um objetivo maior do que apenas informações ou quebra de sistemas com ransomware.

3. Os compradores de segurança se revoltarão ao se deparar com custos crescentes do serviço

Com o crescimento do setor de segurança ganhando maiores dimensões, os custos pelos serviços de segurança de dados tendem a crescer de modo exponencial. Segundo o relatório de investigação de violação de dados realizado pela Verizon DBIR 2018, foram confirmados mais de 53 mil incidentes de segurança, sendo 2.216 violações de dados.

4. Tecnologia baseada em inteligência artificial distinguirá dados sensíveis de dados não sensíveis

Atualmente, as análises de dados servem para determinar se algo é sensível ou não, sendo feita de forma manual. Tudo leva a crer que em 2019 os sistemas de IA (Inteligência Artificial) ganharão a possibilidade de serem classificados de forma automática.

5. Os métodos biométricos que utilizamos hoje aumentarão as penalidades e riscos de privacidade.

Algumas organizações vêm implementando hábitos comportamentais do usuário final em suas redes como forma de controle. Estes dados ficam hospedados em um terminal, deixando que essas informações fiquem suscetíveis a ataques.

O ano de 2019, promete ser o ano onde as organizações vão começar a implementar um controle de autenticação contínua, aumentando a proteção de informações cruciais de identificação.

About the author: Alexandra Cestari

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